u.s.w.

maio 21, 2009

Leilão beneficente

Filed under: cultura, música, toy art — Tags:, , , — epona @ 8:26 am

Hallo Leute! Após longas férias forçadas do blog estou de volta, divulgando um projeto bem legal!!

Trata-se de um leilão online de Babushkas em prol do Projeto Arrastão de São Paulo e da Orquestra de Flautas do Escola Municipal Heitor Villa-Lobos de Porto Alegre.

A idealizadora do projeto, Carol Andreis, encomendou várias mini-babushkas em madeira e convidou artistas plásticos, designers, ilustradores, publicitários, jornalistas e afins , para pintarem/customizarem as bonecas.                                                              babushka

Não me encaixo em nenhuma das opções acima, mas também fui convidada pela Carol para participar com uma boneca!

Surgiram babushkas de tudo quanto é tipo, uma mais lindinha que a outra. Vale a pena entrar no site pra conferir!!

O leilão vai até esta sexta-feira, 22 de maio, e para participar é só acessar o site www.babushka.com.br, escolher a sua boneca preferida e dar o lance.

A minha babushka é essa coisinha fofa aqui ó http://www.babushka.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=18&Itemid=17&bonecaid=4&artistaid=4&galeriaid=25 =)

Acompanhe também no flickr e no twitter.

dezembro 17, 2008

Soluço

Filed under: bem u.s.w, inutilia — Tags: — epona @ 3:03 pm

… um post de inutilidade pública!

Segundo o wikipedia: “O soluço é um fenômeno reflexo que se manifesta por contração espasmódica e involuntária do diafragma, prosseguida de movimento de distensão e de relaxamento, através do qual o pouco ar que a contração forçara a entrar no estômago é expulso com um ruído característico. Costuma ocorrer geralmente após a ingestão de líquido ou sólido.”
Continuando a leitura no wiki ainda achei dicas das mais variadas pra fazer o soluço passar, desde puxar a língua até fazer verdadeiros malabarismos com o corpo. Quando eu era pequena, minha mãe dizia pra eu segurar a respiração e falar: ” sapo sapo, o soluço passou pro teu papo”. hehehe, mas nem sempre ajudava, sem contar que seria ridículo um marmanjo falando isso! Sustos também não são legais (apesar de funcionar muitas vezes).
Até que um dia descobri uma técnica que nunca tinha ouvido falar e resolvi testar… tomar 3 goles de água, sempre parando entre cada gole, levantando o copo e olhando pro fundo dele. E não é que funciona?? Claro que testei diversas vezes comigo e com quem eu via por perto. Testei até com minha aluna de flauta, e como não tinhamos copo por perto, ele bebeu água do bebedor e olhou pro teto. Funcionou igual!! Agora ja sabem de mais uma “técnica” caseira pra passar o soluço. É só botar em prática, e se alguém souber de mais algum que dá certo, é só escrever!

dezembro 10, 2008

Opening

Esses dias estava no Instituto de Artes participando do último ensaio para o Concerto do professor Dimitri Cervo, em homenagem aos 100 anos do IA. O grupo de flautas estava ensaiando uma composição dele para 8 flautas, Canauê. No intervalo do ensaio ele sentou-se ao piano, pegou uma partitura e começou a tocar uma peça que achei linda!! Como estava sentada bem do lado dele, espichei o olho para partitura para ver o nome da peça e do compositor: Opening, do Philip Glass, compositor minimalista americano (também compôs trilhas para o Cinema como a do filme As Horas).

Cheguei em casa e já fui catar a música no youtube. Aí lembrei que tinha conta no Last.fm e coloquei pra buscar músicas do Philip Glass. Acabei descobrindo um monte de músicas e compositores e relembrando de outros que escutei nas minhas aulas de História da Música, como Arvo Pärt, Ludovico Einaudi, Erik Satie entre vários outros.

Já baixei várias peças e essa “descoberta” veio em boa hora, porque estava mesmo procurando alguma coisa nova para escutar!!

dezembro 5, 2008

Férias, let’s have some fun!!!

Filed under: bem u.s.w, blip'n'beer, música — Tags:, , , — epona @ 2:27 am

Férias, finalmente!! Que coisa bem boa =]

Na verdade só férias da UFRGS, pq ainda tenho meu aluno particular de flauta, aulas na Escola de Música UNISC, e os concertos de final de ano da Orquestra Jovem UNISC

Bom, hoje tive minha última atividade desse semestre na UFRGS, recital da cadeira de Canto Coral. Ensaiamos durante o semestre inteiro uma peça do prof. Fernando Mattos, “Histórias Brasileiras”, e hoje foi a “estréia mundial” desta peça. Acontece que, pela cadeira de Canto Coral ser aberta a todos os cursos da UFRGS, muitas vezes enche de gente muito sem noção, tipo uma contralto que estava cantando do meu lado que simplesmente não conseguia cantar a mesma coisa que a gente… na verdade ela tinha uma linha de voz só pra ela! heheeh
E por esses motivos é que a peça não evoluiu, e de 8 movimentos, acabamos cantando só 4 (o que decidimos minutos antes de começar o recital!!).
Voltei pra casa não muito satisfeita com a apresentação, mas com sensação de missão cumprida e feliz por estar de férias!

Me encontrei então com a Lu pra comemorar as férias e tomar uma(ss) ceva(sss) no Prefácio Bar. Voltando pra casa, estávamos chegando na esquina da Sarmento com a Lima e escutamos um som de “bandinha”. A esquina estava lotada de pessoas assistindo a um grupo formado por clarinete, trompete, tuba, trombone de vara, bumbo, e uma, ahnn.. mini bateria portátil!! Genial o grupo, pena que eu estava sem minha máquina fotográfica. Entre outras, tocaram Bésame Mucho e Thriller!!! Achei legal ter tanta gente assisitndo, e lembrei de uma conversa que tive ontem no encontro do Blip’n’Beer, sobre música e sobre a cultura de tocar na rua, que aqui não é bem vista e nem é costume. Já aproveitei e combinei com a Lu de ensaiarmos alguma coisa e ir tocar num domingo na Redenção =]

Então é isso.. espero conseguir atualizar meus blogs (este aqui e mais o Aromas & Temperos), organizar “O Retorno” do meu .com, organizar mil partituras que estão rolando pelo meu quarto e por aí vai!!

outubro 24, 2008

Charles Koechlin

Mais uma vez um trabalho pra cadeira de Música de Câmara da faculdade vai virar post! Muitas vezes temos dificuldade em encontrar informações sobre determinados compositores, então acho mais do que justo compartilhar minha pesquisa!!

Biografia

Charles Louis Eugène Koechlin, nascido em Paris no dia 27 de novembro de 1867, foi compositor, musicólogo, crítico musical e escritor.

Era o filho mais novo de uma grande família e se orgulhava muito da descendência materna, que provinha da Alsácia. Seu avô materno, Jean Dollfus, foi um notório filantropo e trabalhava com tecelagem de algodão, influenciou fortemente Koechlin em sua consciência social. Seu pai morreu quando ele tinha 14 anos. Apesar de ter se interessado desde cedo pela música, sua família queria que ele se tornasse engenheiro. Contudo, contraiu tuberculose e teve que passar seis meses se tratando na Algéria. Depois de terminar seus estudos, foi permitido a ele entrar no conservatório de Paris, em 1890, onde estudou com Antoine Tadou (harmonia), Jules Massenet (composição), Andre Gédalge (fuga e contraponto) e Louis Bourgault-Ducoundray (história da música). Foi amigo e colega de George Enescu, Maurice Ravel, Florent Schmitt, Claude Debussy (cujo balé, Khamma, orquestrou em grande parte em 1913), entre outros. Em 1896 tornou-se pupilo de Gabriel Fauré, o qual exerceu grande influência sobre sua música.

Após sua graduação, atuou como professor e compositor freelancer. Se fez notar mais por seus textos sobre música e por suas aulas (tendo sido professor de Milhaud e Poulenc) do que por sua música.

Faleceu em sua casa de campo em Le Canadel aos 83 anos de idade, no dia 31 de dezembro de 1950.

Estilo e Obras

Koechlin era muito eclético nas suas inspirações. Utilizava-se da natureza, mistérios do oriente, cultura popular francesa, cultura Helenística, corais de Bach, astronomia, e até filmes holiwoodianos. Entre suas composições que se inspiram e homenageiam atores cinematográficos, encontra-se “Epitaphe de Jean Harlow” (1937).

Sua produção musical é enorme, embora pouco conhecida (Koechlin foi injustamente esquecido e em todo o material lido para compor este trabalho, credita-se boa parte deste esquecimento à sua natureza inflexível e seu desinteresse pelas questões mundanas). Existem mais de 200 obras com números de opus, muitas delas peças sinfônicas, corais ou de câmara. Entre outras obras incluem-se poemas sinfônicos, obras corais, canções e sonatas instrumentais.
Suas obras demonstram domínio de contraponto e uso habilidoso da cor instrumental. Algumas obras refletem suas tendências comunistas, algumas são politonais, outras influenciadas por seu amor por Bach.

Principais obras

Sinfonias:
Sinfonia em Lá maior (1893-1900)
Sinfonia No.1 op.57bis (1926)
The Seven Stars Symphony op.132 (1933)
Symphonie d’Hymnes (1936)
Sinfonia No.2 op.196 (1943-44)

Poemas sinfônicos:
La Forêt, op.25 (1897-1906) & op.29 (1896-1907)
Nuit de Walpurgis Classique op.38 (1901-1916)
Soleil et danses dans la forêt op.43 no.1 (1908-11)
Vers la plage lointaine, nocturne op.43 no.2 (1908-1916)
Le printemps op.47 no.1 (1908-11)
L’hiver op.47 no.2 (1908-10 orch 1916)
Nuit de Juin op.48 no.1 (1908-11 orch 1916)
Midi en Aout op.48 no.2 (1908-11 orch 1916)
La course de Printemps op.95 (1908-25)
Vers la Voûte étoilée op.129 (1923-33)
La Méditation de Purun Bhaghat op.159 (1936)
La cité nouvelle, rêve d’avenir op.170 (1938)
La loi de la jungle op.175 (1939-40)
Les Bandar-Log op.176 (1939-40)
Le buisson ardent opp.171 (1938) & 203 (1945)
Le Docteur Fabricius op.202 (1941-44, orch 1946)

Instrumento solo e orquestra:
Três corais para órgão e orquestra op. 49 (1909-16)
Ballade para piano e orquestra op. 50 (1911-19)
Poème para trompa e orquestra op. 70bis (1927)
Duas sonatas para clarinete e orquestra de câmara, op. 85bis e op. 86Bis (1946)
20 Chansons Bretonnes para violoncelo e orquestra op. 115 (1931-32)
Silhouettes de Comédie para fagote e orquestra op. 193
Duas sonatinas para oboé e orquestra de câmara op. 194 (1942-43)

Banda de sopros:
Quelques chorals pour des fêtes populaires op.153 (1935-36)

Música de Câmara:
Quarteto de cordas No.1 op.51 (1911-13)
Sonata para flauta e piano op.52 (1913)
Sonata, para viola e piano op.53
Quarteto de cordas No.2 op.57 (1911-15)
Sonata para oboé e piano op.58 (1911-16)
Sonata para violino e piano op.64 (1915-16)
Sonata para violoncelo e piano op.66 (1917)
Sonata para trompa e piano op.70 (1918-25)
Sonata para fagote e piano op 71
Quarteto de cordas No.3 op.72 (1917-21)
Sonata para duas flautas op.75 (1920)
Sonata No.1 para clarinete e piano op.85 (1923)
Sonata No.2 para clarinete e piano op.86 (1923)
Trio para flauta, clarinete e fagote (1927)
Quinteto para piano op.80
29 Chansons Bretonnes para violoncelo e piano op.115 (1931-32)
L’Album de Lilian (Book I) para flauta, clarinete e piano op.139 (1934)
L’Album de Lilian (Book II) para pícolo, flauta, piano, clavicórdio, ondes martenot op.149 (1935)
Quinteto No.1 para flauta, harpa e trio de cordas, Primavera op.156 (1936)
14 Pieces para flauta e piano op.157b (1936)
Epitaphe de Jean Harlow para flauta, saxofone alto e piano op.164 (1937)
Septeto para instrumentos de sopro op.165 (1937)
14 peças para clarinete e piano op.178 (1942)
14 peças para oboé e piano op.179 (1942)
15 peças para trompa (ou saxofone) e piano op.180 (1942)
15 estudos para saxofone e piano op.188 (1942-44)
Sonate à sept para flauta,oboé,harpa e quarteto de cordas op.221
Quinteto No.2 para flauta, harpa e trio de cordas Primavera II op.223 (1949)
Stèle funéraire para flauta, pícolo e flauta contralto op.224 (1950)

Trabalhos corais:
L’Abbaye, suíte religiosa para solo, coro e orquestra opp.16 & 42 (1908)
3 Poèmes para solo, coro e orquestra op.18 (Jungle Book Cycle)
Chant funèbre à la mémoire des jeunes femmes défuntes para coro e orquestra op.37 (1902-08)
Chant pour Thaelmann para coro e piano op.138 (1934)
Requiem des pauvres bougres para coro,orquestra, piano, órgão e ondes martenot op.161 (1936-37)

Principais obras teóricas:
Étude sur les notes de passage (1922)
Debussy (1927)
Traité de l’harmonie – 3 volumes (1927-1930)
Étude sur l’écriture de la fugue d’école (1933)
Teorie de la musique (1935)
Musique et le peuple (1936)
Traité de l’orchestracion (1954-1959)
Les instruments a vent

Fontes:

http://www.britannica.com/EBchecked/topic/320960/Charles-Koechlin
http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Koechlin
http://en.wikipedia.org/wiki/Charles_Koechlin
http://www.encyclopedia.com/doc/1E1-Koechlin.html
ZAHAR, Jorge. Dicionário de Música, Zahar Editores.GROVE.
Dicionário de Música. Edição Concisa, Jorge Zahar Editor

setembro 17, 2008

LHC usa Linux e roda KDE

Filed under: geek, linux, web — Tags:, , — epona @ 8:31 pm

Antes que essa notícia fique completamente velha, vou aproveitar ainda o momento hype do assunto pra postar sobre o LHC.

Li num artigo esses dias que o CERN, instituto de pesquisa onde o projeto foi desenvolvido, que o LHC (Large Hadron Collider), o maior acelerador de partículas do mundo usa Linux!! É uma distro própria que foi otimizada para ambientes científicos e tem como interface gráfica o KDE.

Então se ele usa Linux, pra que o medo? Vai dar tudo certo, e nem precisamos nos preocupar com a maldição da tela azul, como aconteceu na abertura dos jogos olímpicos! hehe

setembro 10, 2008

Larissa no Penhasco & Fase do Vazio

Filed under: blog, moda, review, web — Tags:, — epona @ 8:10 am

Já estava há um tempinho pra escrever sobre as bolsas e acessórios da Larissa no Penhasco, aí a dona Lulu resolveu fazer uma promoção pelo aniversário de um ano do Fase do Vazio, um dos blogs dela.

A promoção: “linkar” o Larissa no Penhasco e o Fase do Vazio. Mas obviamente não ficarei só nos links!!!

A Pati -mente criativa por trás da Larissa no Penhasco-, cada vez me surpreende mais com suas bolsas, acessórios e outras coisinhas lindas. Os produtos são todos feitos em tecido e confeccionados a mão, o que faz com que cada peça seja única.
Na última visita que fiz a Pati (quando fui junto com a Lu buscar os kits da promoção), além de sair com mais duas niqueleiras lindas, saí com notícias quentinhas da “próxima coleção”. No próximo MixBazaar a Pati já quer estar com a coleção de saias pronta, e é óbvio que vou adquirir uma(sss) pra mim, porque amo saias!
A Larissa no Penhasco ainda não possui loja própria, mas dá pra adquirir as bolsas e acessórios nas edições do MixBazaar ou através do Flickr (o site ainda não está pronto).

Por fim, mas não menos importante, vamos ao Fase do Vazio. O blog da minha queridíssima amiga Lulu surgiu num momento de reflexão sobre essas fases em que nos sentimos vazios, seja em qual for o aspecto.
O blog tem rendido posts muitos legais e variados, como resenha de shows, filmes e assuntos aleatórios.

Divulgação:
http://www.orkut.com.br/Main#Profile.aspx?uid=17489212174064066248
http://www.flickr.com/photos/larissanopenhasco
http://www.mixbazaar.com.br/

http://fasedovazio.blogspot.com/
http://bibliafashion.blogspot.com/

agosto 30, 2008

Entrevista com Maddog – parte 3

Filed under: geek, linux, web — Tags:, — epona @ 12:21 am

Terceira e última parte da entrevista com Maddog!
Clique aqui para ver a primeira parte!!
Clique aqui para ver a segunda parte!!

Kauê Linden: No Brasil, estima-se que 98% dos computadores desktop rodam Windows, mas muitas deles são piratas, cópias pirateadas. O que você pensa sobre isso? Maddog: Programas piratas são ruins por diversas razões. Em primeiro lugar, dá a entender que não há problema algum em roubar programas, cai na normalidade. Acredito veementemente que, se uma pessoa escreve um programa ou se cria uma música ou pinta um quadro, ela tem o direito de determinar o que acontece com este programa, música ou obra de arte. Tradicionalmente, isto é chamado de direito autoral. Programas piratas prejudicam o mercado de software. Eu acredito que a venda de programa como serviço é o caminho que devemos tomar. Nós deveríamos ter o direito de fazer mudanças no programa. As coisas mudaram desde 1977, 1980. Existem muito, muito mais pessoas usando computadores. Muito mais pessoas capazes de escrever programas. Existem muito mais pessoas com necessidades diferentes que precisam ser atendidas, e elas não são atendidas por empresas grandes que têm recursos limitados para produzir software. Mesmo a Microsoft é limitada em seus recursos. Eles não podem atender os desejos de cada consumidor. E, mesmo se pudessem, isto não seria lucrativo. Então eles sequer levam isto em consideração. A lição que o copyright nos dá é que a pirataria de programas é ruim. O que nós deveríamos estar fazendo é dando valor ao copyright, dizendo que o dono do programa tem direito de fazer o que quiser com ele, mas ao mesmo tempo incentivando-o a liberá-lo sobre uma licença livre de forma com que ele possa ser distribuído. Isso ajudaria a todos.
KL: Para pequenas e médias empresas, qual é a vantagem de usar código aberto? Maddog: Flexibilidade. Quando se é uma pequena empresa, é bem difícil ter atenção de uma empresa grande como a Microsoft, a Oracle, de qualquer gigante de software. Eles têm milhões de clientes e, mesmo que você tenha um pedido que é muito importante para seu negócio, não será de grande importância para eles devido ao seu pequeno porte. Com software livre e aberto, você pode tomar uma decisão – a sua decisão: se deseja contratar alguém para adaptar o software às suas necessidades ou para consertar um bug que te impede de avançar. Você poderá repassar esta correção à comunidade e nunca mais verá este bug novamente. Isto é uma vantagem. Outra vantagem é poder expandir o software por seus próprios meios para fazer com que ele tenha funcionalidades que não tem no momento. Por exemplo, o povo que fala swahili (50 milhões de falantes na África) nunca pôde usar um editor de texto em sua própria língua. Então eles entraram em contato com os programadores do OpenOffice e contrataram um programador para fazer o trabalho. Ele estudou o software, trabalhou no suporte ao swahili e agora o OpenOffice suporta não só uma versão do swahili, mas todos os quatro dialetos. Este é um exemplo de como um grupo de pessoas, uma empresa ou um pequeno grupo pode influenciar um software no universo de código livre. Em produtos de grandes empresas como a Oracle ou a Microsoft, isto seria impraticável.
Kauê Linden: Você acha que a Microsoft está em risco por causa do Linux? Maddog:
Eu acho que a Microsoft está em risco por ter construído seu modelo de negócios em cima da visão do software como um produto. Dessa forma, eles dependem de parceiros para dar suporte como serviço. Se eles trocarem de modelo para vender software como serviço, basicamente colocarão em risco o negócio dos seus parceiros, passarão por cima dos negócios que os parceiros têm. Então a Microsoft está tentando manter os rendimentos vendendo produtos e, ao mesmo tempo, tentam converter a organização para o modelo de serviços sem passar por cima dos parceiros – o que é uma tarefa bem complicada.
KL: Você tem viajado ao Brasil e deu palestras em muitos eventos. O que você pensa da posição brasileira em relação ao software livre? Acha que estamos fazendo bem nosso trabalho? Maddog:
Eu já disse isso publicamente em muitos lugares fora do Brasil: eu acho que o Brasil é uma estrela brilhante no software livre. A comunidade, a indústria e o governo trabalham junto com alguma freqüência para resolver problemas. A comunidade, os empresários e o governo trabalham junto para patrocinar conferências de software livre, o que considero muito importante. Eu acredito que o governo está encorajando empresas a pensar diferentes formas de vender software, vender serviços. Desta forma, os empresários podem fazer a transição de um modelo de software proprietário, de código fechado, para um software livre, de código aberto. E eu reforço essa questão do software livre, porque na verdade conheço muitas empresas que fizeram mais dinheiro com software livre do que faziam com software proprietário “de caixinha”.

agosto 28, 2008

Entrevista com Maddog – parte 2

Filed under: geek, linux, web — Tags:, — epona @ 3:51 am

Segunda parte da entrevista com Maddog!
Clique aqui para ver a primeira parte!!

Kauê Linden: Em 2007 o número de computadores no Brasil aumentou em 44%, e o número de usuários com acesso à internet está crescendo muito também. Como podemos incentivar os novos usuários a usar software livre? Maddog: Uma infinidade de coisas. Em primeiro lugar, o governo fiscalizar mais os softwares piratas. O interessante da coisa é que eu falei com a Microsoft, alguns gerentes de produto da Microsoft, e eles dizem “nós preferimos que as pessoas usem nosso software pirata do que software livre, porque usando software livre eventualmente elas ficarão acostumadas e não comprarão nosso software nunca”. Mas a Microsoft também financia a Business Software Alliance, uma organização que processa pessoas por aí por usarem software pirata. 
Eu considero um pouco hipócrita. Se o governo fiscalizasse de verdade e fizesse com que as pessoas parassem de usar software pirata – como já é feito na China -, se a Microsoft ativasse todo o programa de proteção a pirataria que já vem embutido no seu sistema, ou se o governo criasse computadores de inclusão digital que não fossem capazes de executar satisfatoriamente o sistema da Microsoft mas rodassem bem software livre, então tudo isso reduziria significativamente o modelo de software pirata que nós temos e encorajaria o uso de software livre. Outra coisa importante é o conceito de Padrões Livres (Open Standards). Por exemplo, o formato MP3 é um padrão para música digital, mas tem patentes muito profundas sobre ele. É praticamente impossível criar um tocador de MP3 sem pagar royalty a uma ou mais empresas. O Ogg Vorbis é um padrão de música livre e faz um trabalho melhor que o MP3. O problema é que poucas pessoas o utilizam. Eu tenho um tocador portátil capaz de tocar música Ogg Vorbis. Se nós encorajássemos as empresas a produzir estes aparelhos, recusando modelos que só tocam MP3, ajudaríamos o padrão Ogg Vorbis a ganhar mais e mais suporte. Talvez ficássemos livres de pagar royalties às patentes do MP3. Nós precisamos ter padrões nas empresas e no governo que sejam implementados livremente, dessa forma as empresas não precisarão pagar royalties. Como encorajamos mais pessoas a utilizarem software livre? Acredito que parte é desenvolver formas novas e inteligentes para as pessoas usarem software livre para reduzir seu custo, o que é mais difícil de fazer usando software proprietário. Uma dessas maneiras é o modelo de thin client. Você tem servidores que carregam todos os programas e dados do usuário, e uma série de thin clients bem pequenos que apenas acessam os dados e os programas. Utilizando programas da Microsoft, você precisaria de uma licença para cada thin client. Com software livre, você não precisa de nada disso. Então o custo do sistema como um todo é bem mais barato do que seria com software proprietário.
KL: O que é um thin client?
Um thin client é basicamente um computador com poder de processamento, memória e conexão de internet suficiente para transferir informação em altas velocidades, mas que não executa os programas em si, e sim no servidor. Isso é importante hoje em dia porque a maioria dos computadores PC hoje são perfeitamente capazes de suportar 8 ou mesmo 10 usuários ao mesmo tempo, particularmente usuários utilizando programas de escritório ou navegando na internet. O thin client pode ter um gasto energético muito reduzido, ser bem pequeno e sem ventoinhas, sendo bem silencioso. Pode até mesmo ser incorporado ou montado atrás de um monitor LCD. Isto significa redução no gasto de energia elétrica, redução na dissipação de calor, redução do barulho numa sala de aula ou escritório e todos os dados e programas estão no servidor.

agosto 26, 2008

Entrevista com Maddog

Filed under: geek, linux, web — Tags:, — epona @ 5:55 am

Achei essa entrevista durante uma de minhas pesquisas geeks e selecionei algumas perguntas e respostas que achei muito interessantes para postar aqui no blog, e pra não ficar um post imenso, vou fazer ao estilo Jack the Ripper… em partes!!

Essa entrevista foi feita por Kauê Linden com John Maddog Hall, um dos papas do Software Livre mundial, durante o Campus Party, que aconteceu fevereiro deste ano em São Paulo. Essa repostagem foi publicada no site Vi o mundo.
Kauê Linden: Para novos usuários, eu gostaria de perguntar: Quem é Maddog? O que o Maddog está fazendo no momento? Maddog: “Quem é Maddog” é uma boa pergunta. Ainda estou tentando descobrir. Estive na indústria de computadores por cerca de 40 anos. Fui vendedor, produtor e usuário de software, professor na universidade, desenvolvi projetos. Nos últimos 15 anos, trabalhei na Linux International para divulgar o software livre. Também sou o padrinho dos filhos do Linus Torvalds.                                                         
KL: Como você se envolveu com o código aberto? Maddog: Eu tenho usado o que as pessoas chamam de “código aberto” desde 1969. Naqueles tempos, quase todo software era aberto. Quando você tinha um problema, escrevia a definição do problema. Então arranjava alguém para escrever o código e você era dono do software. Ele não pertencia à empresa que o desenvolveu. Você tinha o código na mão, podia colocar em quantos computadores quisesse, podia modificá-lo, podia distribuir essas modificações para quem bem entendesse. Dessa forma, nós tínhamos código aberto nos idos de 1969. Programas proprietários de código fechado começaram a aparecer no período de 1977 a 1980, quando computadores pessoais da Apple e da IBM despontaram. Foi aí que as pessoas se acostumaram a comprar software como um pacote na prateleira. Eu fui reintroduzido ao software livre de código aberto em 1992, quando estava trabalhando em alguns projetos para termos software livre para clientes e, claro, em 1994, quando conheci Linus Torvalds e vi o Linux pela primeira vez.
KL: E foi assim que você se envolveu com Linux?
Maddog: Isso mesmo. Eu encontrei o Linus numa conferência da DECUS (Digital Equipment Corporation User’s Society – onde Maddog trabalhava em 1994). O irônico é que foi a DECUS que me fez conhecer o código aberto em 1969. Quando conheci Linus, ele estava falando sobre o projeto do Linux e gostei dele imediatamente. Então peguei o [código do] Linux e vi que era um projeto muito bom, melhor do que outros que estavam por aí. Achei que havia um bom potencial, não só como hobby ou um sistema técnico, mas na esfera comercial. Então convenci a empresa em que trabalhava a dar suporte ao Linus. Nós tínhamos alguns funcionários da Digital, assim como alguns membros da comunidade, trabalhando neste projeto.
KL:
Muita gente no Brasil não sabe o que é Linux, acham que é difícil de usar. Isso é verdade, é difícil usar Linux? Maddog: Eu acho que hoje em dia o Linux é tão fácil de usar quanto o Windows. Podemos melhorá-lo? Sim, podemos. O maior problema é que as pessoas simplesmente não estão acostumadas com o Linux. Ele é diferente do Windows e elas se sentem mais confortáveis com o Windows, porque sabem que na sala ao lado tem alguém que também usa Windows e pode pedir ajuda. Dessa forma, parte do plano da Koolu é ter um suporte local, próximo ao cliente, de forma que as pessoas podem ir até ele e tirar dúvidas. Isso fará com que elas se sintam melhores em relação a usar Linux e software livre.
KL:
Como poderíamos educar os novos usuários para começar a entender de software livre desde a escola? Maddog: Isso já começou. Jovens são ótimos em investigar e tentar aprender novas coisas. É só quando ficamos mais velhos que, de alguma forma, perdemos essa habilidade. Ficamos mais receosos de cometer erros que os mais jovens. Por isso, muitos jovens no ensino médio e na faculdade estão naturalmente adotando o software livre de código aberto. Eles percebem que não só podem aprender o que o programa faz, como podem aprender como ele funciona, e ainda ajudar a comunidade e fazer com que funcione ainda melhor. Então se eles têm interesse em música, tem vários programas de áudio. Se têm interesse em vídeo, tem programas de edição de vídeo. Eles podem trabalhar em todos esses projetos e ajudá-los a ficarem melhores, então eles têm controle sobre o desenvolvimento do programa.
KL: Que conselhos você daria para os estudantes de ensino médio entrarem nesse mercado?
Maddog: Eu penso que um estudante de ensino médio, ou um estudante universitário, particularmente alguém que está estudando ciência da computação e como os computadores funcionam deveria aprender a fundo como as coisas funcionam. Tem um monte de gente hoje em dia que diz “você não tem que aprender Assembly, ou linguagem de máquina, porque Java é boa o suficiente, ou alguma outra linguagem de alto nível é boa o suficiente”. Mas o problema com essa filosofia é que você não entende como o computador está funcionando internamente. Você diz “acho que meu programa está rodando razoavelmente rápido”, mas existem pequenas mudanças que você poderia fazer para que o programa rodasse 10 vezes, 15 vezes, 40 vezes mais rápido. Esta é a diferença entre alguém que realmente entende como um computador funciona e alguém que entende “por alto”. Eu recomendo aprender como funciona a linguagem de máquina, o que é memória cache, o que é um disco rígido, como ele realmente funciona, e como isso afeta o seu programa. Então, quando você tiver aprendido isso, você poderá aprender qualquer coisa pelo resto de sua vida, nada será uma caixa preta para você.

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